Luigi Rotunno

A geração “slash” é aqui aonde chegamos

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Derivado da geração X / Y / Z, a geração slash vem do símbolo que separa cada uma delas com uma barra “/”.  Uma evolução da vontade de ser multitarefa. Quero ser bombeiro / fotógrafo / garçom / jardineiro. Acabou o tempo onde precisava responder à fatídica pergunta: o que vai querer ser quando crescer? Quero ser tudo que gosto, onde eu quero e quando quero. Muitas vezes a geração slash abre mão do salário para deixar espaço à experiência e ao prazer de vivenciar o desejo próprio.

Ser slash significa defender a própria liberdade e aceitar viver com o medo do futuro. Uma ruptura total do conceito de segurança visto através do trabalho. Os slashers são verdadeiros nômades do trabalho.

À margem da legalidade das leis trabalhistas, muitas vezes os slashers têm empregos e são microempresários ao mesmo tempo. Uma situação pouco legal que não os impede de viver seus sonhos. — De dia trabalho no escritório de contabilidade e à noite sou DJ — Os slashers não gostam de autoritarismo. Eles defendem um sistema de trabalho  horizontal e de liderança inspiradora em busca de ideais.

Como podemos interpretar o desejo de consumo dessa geração que passa por todos os níveis sociais em menos de 24h? A resposta é simples. A meu ver, impossível! Chego a essa conclusão, pois ele mesmo quer eternamente descobrir algo que será o resultado das experiências acumuladas. Portanto, é um desejo em contínua mutação. O slasher constrói seu desejo de consumo de amanhã conforme a vivência de ontem. Antecipar esse desejo é um verdadeiro desafio, pois quebra décadas de estudos e pesquisas embasadas em atitudes humanas matemáticas e previsíveis.

Ser slash não é a mesma coisa que ser aventureiro, pelo contrário. Essa forma de viver / trabalhar é reservada a pessoas com mais acesso à informação, capacidades profissionais e aptas a exercer diversas funções, utilizando o conhecimento para atingir essa multifuncionalidade. Será inevitável derrubar barreiras entre as áreas do conhecimento e mudar a produção na vida pessoal e profissional.

Bem-vindos ao mundo dos hiperconectados / visionários / desruptivos. Y.

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