Luigi Rotunno

O turismo no Facebook está despencando

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A notícia de suspender as postagens de suas matérias no Facebook, publicada pelo jornal Folha de São Paulo é mais uma demonstração de que, o engajamento do público na maior rede social do mundo está em queda para as empresas. As fakenews colocaram o Facebook em um gigantesco impasse que talvez nem Zuckenberg tinha previsto na hora que vendeu os impulsionamentos sem critérios de controle da notícia. Eles erraram desrespeitando um dos critérios fundamentais da informação digital: ela deve ser verdadeira. Essa regra não vale unicamente para hotéis que postam fotos de piscina feitas com grande angular, mas também para notícias de conteúdo que enganam o leitor e quebram o elemento primário da comunicação que é a confiança. As grandes startup’s de sucesso, tais como Uber ou Airbnb, por exemplo, conseguiram “se globalizar” quebrando um paradigma da falta de confiança na transação online. Essas plataformas simplesmente entregam o que foi prometido e utilizam mecanismos de controle qualitativo de reciprocidade do vendedor e do comprador. O Facebook é, obviamente, um caso diferente. Mas no difícil mercado do online a fidelidade do seguidor é muito relativa e pode despencar em pouquíssimos segundos quando a confiança for questionada.

Em janeiro desse ano Mark Zuckenberg, presidente executivo da empresa, declarou  que as postagens feitas em páginas fan (empresarial) terão menos visibilidade nos feeds de notícias que aquela de páginas versão perfil, privilegiando assim o conteúdo de amigos e familiares. O objetivo será aumentar a interação entre os 2 bilhões de usuários reduzindo a visibilidade das notícias e vídeos das empresas. Essa informação desagradou os investidores, influenciando o valor das ações em menos 5% no dia seguinte. Se essa medida quer combater as fakenews acredito que não deve ter muito impacto, pois sabemos que, a maior parte das postagens desse tipo, originam-se de grupos e páginas de perfis pessoais. Essa redução de acessos externos derivados do Facebook estão sendo redistribuídos e quem está ganhando volume com isso, é o Google.

No segmento do turismo, foram investidos valores altíssimos nessa rede social, principalmente para o posicionamento de marcas. OTA’s famosas como o Hotel Urbano, com mais de 12M (milhões) de seguidores e Resorts com páginas dinâmicas como o Salinas de Maragogi com 2,7M ou o La Torre com 1,2M são empresas que designaram orçamentos consideráveis para o engajamento do público consumidor em suas páginas.

As redes sociais têm dois objetivos principais: por um lado servem como porta de entrada para os sites de venda das empresas de turismo; por outro, ajudam a posicionar e fidelizar a marca como público final. Com a diminuição da visibilidade das páginas empresariais, essa estratégia está fortemente penalizada e fadada ao término. Os números fornecidos pelo Facebook sempre deixaram algumas dúvidas quanto ao seu efetivo alcance, mas agora, mais do que nunca, está claro que a confiabilidade dessa rede social está fortemente comprometida para estratégias de longo prazo.

Essa possibilidade do Facebook poder trocar seu logaritmo como e quando quiser e não oferecer nenhuma garantia ao consumidor que pretende fazer um trabalho profissional focado no resultado, pode ser o princípio do fim.

Acredito que, em breve teremos um novo cenário do mundo online com a chegada do método de pagamento via Whatsapp, o crescimento do Instagram, a consolidação do Google utilizado por profissionais e, talvez novas plataformas que podem surgir a cada click. Vamos continuar conectados e entender os novos avanços desse mundo digital.

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