Luigi Rotunno

Resorts em alta?

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É isso que muitas pessoas dizem.  Por onde eu vou escuto a mesma coisa: “com o dólar alto os brasileiros que desistirem do internacional devem escolher resorts nacionais”. Meu desejo é que isso se realize, obviamente, mas ainda estou com dúvidas.

Precisamos entender se o sonho de consumo de um brasileiro que queria ir para Paris ou Nova Iorque pode ser revertido em férias em um Resort nacional.  A tendência de busca para pacotes de resorts vêm crescendo desde 2011 de forma contínua, entretanto de 2015 para 2016 registrou uma leve enfraquecimento de 2,68%.  Por mais que a redução seja pequena, fico perplexo e procuro entender as razões. Pois se realmente os resorts deveriam ter se beneficiado do câmbio, isso não se reflete na realidade.

Outro elemento que demonstra a diminuição do turismo interno nos resorts é a disponibilidade de uh’s para o mercado internacional, que chega com força. Atualmente, o número de estrangeiros vindo para o Brasil está em alta e, os resorts se beneficiam sem dúvidas dessa nova onda.  Com um preço mais competitivo que no passado, o Brasil voltou a ser o destino turístico mais desejado dos viajantes da América Latina, principalmente argentinos, mas os uruguaios, chilenos e colombianos também estão preferindo o Brasil, ao Caribe, por exemplo. Durante a última WTM fiz uma palestra de capacitação para os buyers estrangeiros e tivemos a presença de muitos peruanos e equatorianos, isso também é um sinal de mudança de interesse a favor do Brasil.

Neste cenário fica uma pergunta: onde estão os brasileiros?
Acredito que a crise econômica seja mais forte do que se imagina. Com mais de 100.000 novos desempregados por mês, a situação não é das melhores para as famílias brasileiras.  A viagem, que era uma prioridade, acabou mudando de formato, transformando-se em férias mais curtas e menos onerosas. Como não faltam opções para o brasileiro encontrar formas mais econômicas de descansar, cabe aos resorts, ter um grande jogo de cintura para definir seu público-alvo, dentro desse cenário econômico que parece uma tempestade de notícias.

Acredito que é preciso ter uma visão a 360° e continuar a investir para poder reforçar a marca do próprio empreendimento.  Por mais que o preço seja um elemento determinante, neste momento, a confiança no ato da compra, acaba sendo um elemento tanto quanto preponderante. O hóspede continua querendo viajar, mas não pode errar a escolha das férias dele, pois valoriza mais seu orçamento em tempos de crise.

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